Sergipe ampliou a cobertura de vacinação de bezerras contra a brucelose e estabeleceu como objetivo alcançar 80% dos animais imunizados até dezembro. De acordo com informações divulgadas pela Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca em 28 de setembro de 2026, o índice passou de 23% em junho para 44,8% em setembro.
O avanço representa uma melhora no acompanhamento da vacinação no estado, mas ainda deixa um desafio importante para os próximos meses. Considerando a cobertura registrada em setembro, será necessário avançar 35,2 pontos percentuais para chegar à meta de 80% até o fim do ano. A campanha envolve produtores rurais de diferentes municípios sergipanos e está relacionada à proteção sanitária dos rebanhos bovinos e bubalinos.
Vacinação obrigatória para bezerras de três a oito meses
A vacinação contra a brucelose faz parte do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal, coordenado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária. Conforme as orientações do programa nacional, a imunização é obrigatória para fêmeas bovinas e bubalinas com idade entre três e oito meses.
A aplicação deve ser realizada sob responsabilidade de médico-veterinário cadastrado no serviço veterinário estadual. O Ministério da Agricultura também prevê a comprovação periódica da vacinação, medida que permite acompanhar a situação sanitária das propriedades e verificar o cumprimento das regras estabelecidas para o controle da doença.
Doença afeta reprodução e produtividade dos rebanhos
A brucelose é uma doença infecciosa que pode comprometer a reprodução dos animais e reduzir a produtividade das propriedades. Entre os efeitos associados à enfermidade estão prejuízos para a criação e para as cadeias de carne e leite, setores que dependem da manutenção da saúde e do desempenho dos rebanhos.
O problema também tem relevância para a saúde pública. A brucelose é uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida dos animais para os seres humanos. Por isso, o controle da enfermidade não se limita à proteção do gado: ele também contribui para reduzir riscos às pessoas que trabalham diretamente com os animais e com produtos de origem animal, conforme o conteúdo do Ministério da Agricultura e Pecuária sobre brucelose animal.
Meta exige adesão dos produtores sergipanos
O resultado de setembro mostra que a cobertura avançou 21,8 pontos percentuais em relação ao índice registrado em junho. Mesmo assim, a distância até a meta estadual reforça a necessidade de ampliar a adesão dos produtores à vacinação nos meses restantes de 2026.
Para os criadores, manter a imunização obrigatória em dia é uma etapa essencial do manejo sanitário. Além de cumprir as exigências do programa nacional, a medida ajuda a preservar a capacidade reprodutiva dos animais e a reduzir possíveis perdas econômicas causadas pela doença. A participação de médicos-veterinários cadastrados também é fundamental para que o procedimento seja realizado de acordo com as normas oficiais.
A campanha tem impacto especialmente nas propriedades que dependem da pecuária como fonte de renda. Em Sergipe, o avanço da vacinação contra a brucelose integra uma estratégia de sanidade animal que busca proteger os rebanhos, apoiar a produção agropecuária e reduzir riscos para a população. A meta de 80% até dezembro será o principal indicador para avaliar a evolução da cobertura ao longo do ano.
