Investimento de mais de R$ 11,6 milhões amplia exames de alta complexidade no Hospital Regional e reduz deslocamento de pacientes do agreste.
Quem mora no interior de Sergipe e já precisou fazer um exame de ressonância magnética sabe bem o que significa depender de vagas em Aracaju ou de serviços contratados fora do município. Essa realidade começou a mudar em Itabaiana. O governador Fábio Mitidieri entregou, em cerimônia realizada no fim de junho, o primeiro aparelho de ressonância magnética da rede pública instalado no interior do estado. A solenidade também marcou a entrega da reforma do Setor de Imagem Flávia Almeida Santana Souza e de uma nova torre de videolaparoscopia para o Hospital Regional de Itabaiana. Juntos, os investimentos somam R$ 11.627.333,98 e representam um avanço direto para a assistência em saúde de toda a região agreste sergipana, que passa a contar com exames de alta complexidade sem a necessidade de deslocamento até a capital.
O que muda para os pacientes do agreste sergipano
O novo equipamento de ressonância magnética foi adquirido por R$ 10,84 milhões e é fabricado pela Philips, com tecnologia que promete reduzir em até 50% o tempo de realização dos exames, além de oferecer maior conforto aos pacientes e recursos de inteligência artificial voltados a diagnósticos mais precisos. Segundo informações da Secretaria de Estado da Saúde, a previsão é que o serviço esteja em pleno funcionamento a partir de 13 de julho, após a conclusão dos treinamentos e protocolos exigidos pelo fabricante. Trata-se da primeira ressonância 100% SUS pertencente ao Estado no interior sergipano, o que muda significativamente a lógica de atendimento até então vigente, baseada em serviços contratados de terceiros.
Além da ressonância, o hospital recebeu uma torre de videolaparoscopia, adquirida por R$ 496.869,98, equipamento que permite cirurgias por vídeo com pequenas incisões, reduzindo o trauma cirúrgico e acelerando a recuperação dos pacientes. A tecnologia oferece imagens em resolução 4K e favorece procedimentos em especialidades como cirurgia geral, ginecologia, urologia e cirurgias do aparelho digestivo. Parte dos recursos utilizados nessas entregas veio de emendas parlamentares destinadas pelo senador Laércio Oliveira e pelo deputado estadual Luizão Donatrampi, o que reforça o papel do orçamento federal no fortalecimento da rede estadual de saúde.
A dimensão do atendimento no Hospital Regional de Itabaiana
O Hospital Regional de Itabaiana é referência para o próprio município e outros 13 municípios da região agreste, entre eles Areia Branca, Campo do Brito, Carira, Frei Paulo, Macambira, Malhador, Moita Bonita, Pedra Mole, Pinhão, Ribeirópolis, São Domingos, São Miguel do Aleixo e Nossa Senhora Aparecida. Somente neste ano, a unidade já realizou 68.775 atendimentos e 224.198 exames, entre raio X, tomografia, ultrassonografia, eletrocardiograma, endoscopia e exames laboratoriais, números que ajudam a dimensionar o quanto a chegada de um equipamento de ressonância própria pode aliviar a demanda represada por diagnósticos de alta complexidade na região.
A unidade também segue em obras de reforma e ampliação do pronto-socorro, que já alcançaram 45,65% de execução, com investimento de cerca de R$ 5 milhões oriundo de emenda do senador Alessandro Vieira. A reforma prevê reestruturação da recepção, construção de novos consultórios, laboratório clínico e ampliação das salas de observação. Recentemente, o hospital também recebeu o Centro de Especialidades Médicas Dr. José Luciano de Siqueira e passou a contar com três novas ambulâncias destinadas à base do Samu 192 em Itabaiana, o que reforça um movimento mais amplo de fortalecimento da rede pública de saúde na região agreste.
Por que esse investimento importa para o interior do estado
Para especialistas e gestores da saúde pública, a chegada de equipamentos próprios do Estado, em vez de serviços contratados, tende a reduzir progressivamente o tempo de espera dos pacientes por exames de diagnóstico. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, antes muitos exames dependiam de contratos com clínicas privadas, o que resultava em filas mais longas. Com a nova estrutura, a expectativa é que o tempo de espera diminua à medida que a equipe conclua o processo de capacitação e amplie a oferta de exames disponíveis à população.
O caso de Itabaiana também ilustra uma tendência mais ampla de descentralização dos serviços de saúde em Sergipe, com o objetivo declarado de aproximar o atendimento especializado da população do interior e reduzir a pressão sobre hospitais da capital. Para os moradores do agreste sergipano, a mudança representa menos viagens a Aracaju, menos custos com deslocamento e, principalmente, acesso mais rápido a exames que antes exigiam longas esperas.
Fontes: Cinform Online | Governo de Sergipe