Cinco nomes disputam o comando do estado em outubro, com convenções partidárias marcadas entre julho e agosto para oficializar as candidaturas.
Faltam poucos meses para as eleições de outubro, e o eleitor sergipano já pode se perguntar quem vai concorrer ao governo do estado e o que cada nome representa. A resposta começa a ficar mais clara: Sergipe já conta com pelo menos cinco pré-candidatos ao Palácio Augusto Franco. Os nomes ainda precisam ser formalizados nas convenções partidárias, previstas para acontecer entre 20 de julho e 5 de agosto, conforme calendário estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral. Depois disso, os partidos poderão solicitar o registro oficial das candidaturas junto à Justiça Eleitoral. Entender quem são esses pré-candidatos, suas trajetórias e as alianças que estão sendo costuradas ajuda o eleitor a acompanhar com mais clareza uma disputa que promete ser acirrada até o primeiro turno, marcado para 4 de outubro.
Quem são os pré-candidatos ao governo de Sergipe
O atual governador, Fábio Mitidieri, do PSD, deve concorrer à reeleição. Ele foi eleito em 2022 e, antes de assumir o governo, atuou como deputado federal por Sergipe e vereador de Aracaju, além de ter ocupado cargos em secretarias municipais e estaduais. Mitidieri conta com apoio de partidos como PP, PDT e União Brasil, além de uma aliança formada com o PT para compor a chapa majoritária. Do lado da oposição, o nome mais citado é o de Valmir de Francisquinho, do Republicanos, ex-prefeito de Itabaiana, que aparece tecnicamente empatado com o governador em pesquisas recentes.
Outros três nomes completam a lista de pré-candidatos. José Helton Silva Monteiro, conhecido como Dr. Helton, é médico, servidor público e dirigente sindical, tendo sido anunciado pelo PSOL como candidato ao governo. Ricardo Marques, jornalista e ex-vereador de Aracaju, foi eleito vice-prefeito da capital em 2024 e recentemente deixou o Cidadania para se filiar ao Partido Liberal, concorrendo em aliança com Podemos e Novo. Já o advogado Emanuel Cacho, que foi secretário de Estado da Justiça entre 2003 e 2006 e chegou a ser suplente de senador, anunciou candidatura pela federação PSDB/Cidadania.
O que as pesquisas eleitorais indicam até agora
Levantamentos divulgados ao longo de 2026 mostram um cenário de disputa acirrada entre os dois principais nomes. Uma pesquisa do Instituto Real Time Big Data, com 1.600 entrevistados ouvidos entre 23 e 25 de maio, apontou Mitidieri com vantagem numérica sobre Valmir de Francisquinho tanto no primeiro quanto em uma eventual simulação de segundo turno, mas dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, o que caracteriza empate técnico. O mesmo levantamento mostrou que 42% dos entrevistados avaliam o governo de Mitidieri como ótimo ou bom, 33% como regular e 24% como ruim ou péssimo.
Outra pesquisa, conduzida pelo Exclusivo Instituto de Pesquisa e Ensino entre 30 de abril e 4 de maio, com 1.206 entrevistas em 32 municípios sergipanos, chegou a um resultado ligeiramente diferente: Valmir de Francisquinho aparecia com vantagem numérica sobre Mitidieri, ainda que também dentro da margem de erro do estudo, o que reforça a leitura de que a disputa segue em aberto. Esse tipo de oscilação entre institutos é comum em cenários de empate técnico e mostra por que o eleitor deve acompanhar diferentes levantamentos ao longo da campanha, em vez de se basear em uma única pesquisa isolada.
A disputa pelas duas vagas no Senado
Além do governo do estado, os sergipanos também vão escolher dois novos senadores em outubro, e essa corrida está ainda mais pulverizada. Pesquisas recentes mostram pelo menos sete pré-candidatos com desempenho competitivo, sem que nenhum nome apareça com vantagem clara sobre os demais. A disputa pelo Senado tende a ganhar mais definição a partir das convenções partidárias de julho e agosto, quando os partidos formalizam suas chapas e começam a construir alianças regionais, movimento que costuma influenciar diretamente o desempenho dos candidatos nas semanas seguintes.
Para o eleitor sergipano, o período que antecede as convenções é o momento ideal para acompanhar as propostas de cada pré-candidato, tanto para o governo do estado quanto para o Senado, já que muitos dos nomes ainda estão em fase de apresentação de plataformas e formação de alianças. Com o calendário eleitoral avançando rapidamente, as próximas semanas devem trazer mais clareza sobre quem, de fato, disputará as urnas em outubro e como as chapas serão compostas nos diferentes municípios do estado.
Fontes: Sergipe Notícias | CartaCapital | Metrópoles