Conforme aponta a experiência de especialistas como Elias Assum Sabbag Junior, o setor de embalagens plásticas vive um momento de transição acelerada. De um lado, a pressão regulatória e as exigências ESG ganham força dentro e fora do Brasil. De outro, a busca por materiais mais eficientes, duráveis e recicláveis empurra fabricantes e gestores industriais a repensar escolhas que, até pouco tempo atrás, pareciam definitivas. Nesse cenário, o plástico corrugado desponta como um dos materiais mais estratégicos da cadeia de embalagens.
Nas próximas linhas, você vai entender por que esse material está no centro das discussões sobre inovação industrial e o que ele pode representar para empresas que buscam competitividade sem abrir mão da sustentabilidade.
O que torna o plástico corrugado diferente dos outros materiais?
O plástico corrugado, também conhecido como PP corrugado ou polionda, é uma chapa de polipropileno produzida em estrutura alveolar, formada por duas camadas externas lisas e uma estrutura interna ondulada. Essa composição confere ao material uma combinação incomum de leveza e resistência mecânica, tornando-o adequado para armazenagem, transporte e sinalização visual em diferentes segmentos.
A popularidade do plástico corrugado tem crescido de forma constante nos últimos anos, impulsionada por fatores como durabilidade, versatilidade e custo-benefício. Por ser leve, resistente ao impacto e impermeável, ele se torna uma escolha adequada para uma variedade de aplicações industriais e comerciais, expõe Elias Assum Sabbag Junior.
O que muitas empresas ainda não perceberam é que o corrugado plástico não concorre apenas com o papelão. Ele disputa espaço com madeira, metal e outros compostos em contextos onde a reutilização, a higienização e a resistência a condições adversas fazem diferença real no custo operacional.
Quais setores já utilizam e por que outros ainda resistem?
O uso do plástico corrugado é amplo e abrange setores industriais, logísticos e comerciais. Entre as principais aplicações estão caixas para hortifruti, mangas de pallet que substituem películas plásticas ao envolver pallets com paredes rígidas removíveis, e acabamento interno para veículos, com uso em forrações, divisórias e proteção de componentes, especialmente na indústria automotiva.

Para Elias Assum Sabbag Junior, especialista em embalagens plásticas, a diversificação de aplicações é justamente o que diferencia materiais com potencial de longo prazo daqueles que atendem a demandas pontuais. Empresas como a Cartonale, que atuam com soluções em plástico corrugado, são exemplos de como o mercado começa a incorporar esse material de forma mais consistente na cadeia produtiva.
A resistência de alguns setores ainda se explica, em parte, pelo desconhecimento técnico. Muitos gestores associam o corrugado plástico exclusivamente à embalagem descartável, sem considerar seu potencial como embalagem retornável e de múltiplo uso, o que transforma completamente a equação de custo ao longo do tempo.
Sustentabilidade: o argumento que muda a conversa
Um dos pontos que mais tem acelerado a adoção do plástico corrugado é sua compatibilidade com as metas ESG que ganham força nas cadeias industriais. O plástico corrugado é um material reciclável, e, ao optar por esse tipo de embalagem, as empresas podem contribuir para a redução do impacto ambiental, já que ele pode ser reciclado e reutilizado em novos produtos, evitando o acúmulo de resíduos plásticos.
Pelas exigências da economia circular, o polipropileno tem uma cadeia de reciclagem mais estabelecida em comparação a outros plásticos, o que representa um diferencial concreto para indústrias que precisam demonstrar compromisso com a circularidade de seus processos.
Segundo aponta o empresário Elias Assum Sabbag Junior, a sustentabilidade deixou de ser um diferencial de marketing para se tornar um critério técnico de seleção de materiais. Isso significa que decisões de compra que antes eram guiadas apenas pelo preço por unidade passam a considerar o ciclo de vida completo da embalagem, incluindo descarte, reciclagem e impacto ambiental gerado.
A Cartonale reflete essa mudança ao incorporar práticas voltadas à reciclagem, ao uso de materiais pós-consumo e à eficiência energética em sua operação, alinhando-se às exigências de clientes que precisam reportar indicadores ESG ao longo de toda a sua cadeia de fornecimento.
Erros comuns na escolha de embalagens industriais
Um dos erros mais recorrentes no setor é comparar o custo do plástico corrugado apenas com o custo do papelão descartável em um único ciclo de uso. A análise precisa considerar a durabilidade do corrugado plástico ao longo de múltiplas utilizações, sua resistência à umidade e às variações de temperatura, e a economia gerada na redução do volume de resíduos.
A durabilidade do plástico corrugado garante que as embalagens permaneçam em boas condições por um longo período de tempo, permitindo sua reutilização em múltiplos ciclos de transporte e armazenamento. Quando o cálculo considera esse horizonte, o custo total tende a ser significativamente menor do que o de alternativas descartáveis.
Outro erro frequente é tratar o corrugado plástico como um material padronizado, sem considerar sua capacidade de personalização em formatos, espessuras e cores, o que amplia suas possibilidades de uso em diferentes contextos logísticos e industriais, informa Elias Assum Sabbag Junior.
O próximo ciclo do plástico corrugado no Brasil
O setor de embalagens plásticas encontra-se em uma encruzilhada decisiva, com a pressão regulatória global e a demanda por sustentabilidade de um lado, e a necessidade imperativa de eficiência operacional e margem de lucro de outro. A conversa deixa de ser apenas sobre ser verde e passa a ser sobre viabilidade econômica.
Nesse contexto, o plástico corrugado ocupa uma posição estratégica: é ao mesmo tempo uma resposta técnica à demanda por eficiência e uma resposta ambiental à pressão por circularidade. No fim, Elias Assum Sabbag Junior ressalta que esse duplo posicionamento é o que garante ao material um espaço crescente nas decisões de cadeia produtiva nos próximos anos.
A tendência aponta para uma expansão do uso do corrugado plástico em setores que ainda não o adotaram de forma ampla, impulsionada pela combinação de exigências regulatórias, metas de ESG e a necessidade concreta de reduzir custos logísticos sem comprometer a proteção dos produtos. O material que muitos ainda consideram uma novidade já é, na prática, uma resposta consolidada a desafios muito reais da indústria brasileira.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez