Odair Jose Mannrich, engenheiro e fundador da empresa Versa Engenharia Ambiental, apresenta que obras de saneamento de grande porte exigem planejamento técnico rigoroso, coordenação entre múltiplos agentes e integração com o espaço urbano. Mais do que executar intervenções técnicas, esses projetos precisam dialogar com mobilidade, uso do solo, meio ambiente e a rotina da população.
Se você quer entender por que a integração entre engenharia e cidade é decisiva para o sucesso das obras de saneamento, continue a leitura.
Planejamento urbano e compatibilização de projetos
Antes do início das obras, é fundamental realizar estudos de traçado, interferências e compatibilização com redes existentes, como drenagem, energia, telecomunicações e transporte. Essa etapa reduz riscos de retrabalho e atrasos no cronograma.
Odair Jose Mannrich ainda explica que a articulação com planos diretores e projetos urbanísticos permite alinhar a implantação das infraestruturas às diretrizes de crescimento da cidade. Dessa forma, evita-se a necessidade de novas intervenções em curto prazo. A integração entre engenharia sanitária e planejamento urbano contribui para soluções mais duráveis e eficientes.
Execução de obras em áreas densamente ocupadas
Em áreas urbanas consolidadas, as obras de saneamento enfrentam desafios adicionais, como restrições de espaço, tráfego intenso e proximidade de edificações. Técnicas construtivas menos invasivas, como métodos não destrutivos, vêm sendo utilizadas para reduzir impactos à superfície.
Essas tecnologias permitem instalar tubulações com menor abertura de valas, diminuindo transtornos à população e preservando pavimentação e estruturas existentes. Mesmo assim, a logística de canteiro, o controle de segurança e a comunicação com a comunidade permanecem fatores críticos para o bom andamento das obras, como expõe Odair Jose Mannrich.
Arquitetura e funcionalidade das instalações
Estações de tratamento, elevatórias e reservatórios fazem parte da paisagem urbana e, por isso, a arquitetura dessas estruturas tem papel relevante na aceitação social dos empreendimentos, informa Odair Jose Mannrich.

Projetos que consideram estética, integração paisagística e uso racional do espaço contribuem para reduzir impactos visuais e melhorar a relação entre infraestrutura e entorno. Além disso, a organização interna das instalações deve priorizar fluxos operacionais eficientes, segurança dos trabalhadores e facilidade de manutenção.
Sustentabilidade e desempenho ao longo do ciclo de vida
Obras de saneamento devem ser avaliadas não apenas pelo custo de implantação, mas também pelo desempenho ao longo de sua vida útil. Materiais duráveis, sistemas de baixo consumo energético e soluções que facilitem manutenções futuras reduzem custos operacionais e riscos de falhas.
Nesse sentido, critérios de sustentabilidade e análise de ciclo de vida têm ganhado espaço nos processos de contratação e licenciamento, incentivando escolhas técnicas mais eficientes. Para Odair Jose Mannrich, considerar esses aspectos desde a fase de projeto é essencial para garantir resultados duradouros e economicamente viáveis.
Governança, contratos e gestão integrada
A complexidade das obras de saneamento também exige modelos de governança bem estruturados, com definição clara de responsabilidades entre poder público, concessionárias, projetistas e construtoras.
Contratos bem elaborados, com metas de desempenho e mecanismos de acompanhamento, ajudam a manter controle sobre prazos, custos e qualidade das entregas. Junto a isso, sistemas de gestão integrados permitem monitorar indicadores e corrigir desvios de forma mais rápida e eficiente.
Infraestrutura como elemento de desenvolvimento urbano
Obras de saneamento são investimentos estruturantes que influenciam diretamente a saúde pública, o meio ambiente e a dinâmica econômica das cidades. Quando bem planejadas e integradas ao espaço urbano, essas intervenções contribuem para crescimento ordenado e melhoria da qualidade de vida.
Ao unir engenharia, arquitetura e gestão pública, projetos de infraestrutura alcançam maior aceitação social e melhor desempenho técnico. Nesse contexto, a atuação de Odair Jose Mannrich reforça a importância de tratar o saneamento como parte estratégica do desenvolvimento urbano sustentável. Portanto, integrar obras de saneamento às políticas urbanas é um passo essencial para construir cidades mais resilientes, eficientes e inclusivas.
Autor: Jormun Dalamyr