Segundo Paulo Roberto Gomes Fernandes, o caso da Linha 5 deixou de ser apenas uma discussão sobre infraestrutura antiga e passou a representar um tema maior: como manter o abastecimento energético, reduzindo exposição a riscos ambientais em um dos sistemas de água doce mais sensíveis do planeta. Se você quer entender por que o túnel de 7 km segue no centro das decisões em 2026, continue a leitura.
O projeto do túnel: O que a Enbridge quer contratar?
A proposta é construir um túnel de utilidades sob o Estreito de Mackinac, para abrigar um novo segmento da Linha 5 e retirar o duto do leito do lago. Na prática, isso exige obra civil de alta complexidade e, depois, a instalação do duto em um ambiente confinado, com exigências rígidas de controle e segurança.
Licenças, cronograma e o peso do processo federal
Em 2026, o andamento continua amarrado ao licenciamento federal conduzido pelo U.S. Army Corps of Engineers, dentro do processo de EIS. Houve Draft EIS em maio de 2025 e, mais adiante, um Supplemental Draft EIS em novembro de 2025, com janela de comentários encerrando em 5 de dezembro de 2025.
A própria Enbridge vem comunicando que antecipa receber a permissão federal final na primeira metade de 2026, o que ajuda a explicar por que o tema “empreiteira e execução” volta ao radar com força neste ano.
O que mudou na contratação e por que isso importa?
Um marco relevante ocorreu quando a Enbridge anunciou a escolha de contratadas para a construção do Great Lakes Tunnel, sinalizando avanço do projeto no plano industrial, mesmo com disputas e exigências regulatórias ainda em curso.
Em paralelo, o processo federal ganhou aceleração com base em medida de “emergência” aplicada ao licenciamento, aumentando tensão pública e institucional sobre ritmo, transparência e avaliação de impactos.

Por que o lançamento do duto dentro do túnel virou tema sensível?
Como reforça Paulo Roberto Gomes Fernandes, em projetos desse tipo o risco não está só em “construir o túnel”, mas em garantir que o método de instalação do duto funcione com previsibilidade, controle e margem de segurança. A discussão técnica costuma girar em torno de tração, apoio contínuo, estabilidade em trechos com variações de inclinação e condições para inspeção e manutenção ao longo dos anos.
É aqui que a tecnologia de lançamento em ambientes confinados costuma entrar no debate setorial, porque o desafio real é transformar uma obra civil em um corredor operável, com execução controlada e rotinas de integridade possíveis no futuro.
Onde a Liderroll entra na conversa?
Para Paulo Roberto Gomes Fernandes, CEO da Liderroll, a lógica é simples: não basta uma solução “viável no papel” se, na execução, o método não entrega controle fino do deslocamento, posicionamento e segurança operacional. Esse tipo de raciocínio ganha relevância quando o projeto envolve extensão quilométrica e tolerância baixa a improviso, especialmente por se tratar de um ativo crítico em região ambientalmente sensível.
O que observar no caso da Linha 5 ao longo de 2026?
Como observa Paulo Roberto Gomes Fernandes, três frentes tendem a definir o ano: a decisão federal do licenciamento, a consolidação do plano executivo de engenharia e o desfecho de disputas e contestações que continuam influenciando o ambiente do projeto.
O que esse movimento representa em 2026?
Em 2026, o assunto deixa de ser apenas “quem vai construir” e passa a ser “como executar com segurança e manutenção possível”. Como resume Paulo Roberto Gomes Fernandes, quando o debate chega no método, a tecnologia deixa de ser acessório e vira parte central da licença social e técnica para operar.
Autor: Jormun Dalamyr