Residências históricas em Torino e seus arredores ajudam a revelar uma região fundamental para compreender a formação política, arquitetônica e cultural da Itália
Antes de Roma se tornar a capital da Itália unificada, Torino já ocupava um lugar central na história da Casa de Saboia. A partir do século XVI, a dinastia transformou a cidade e seus arredores por meio de uma rede de palácios, villas e residências de caça que ainda hoje ajuda a explicar a identidade do Piemonte.
Antonella Giancoli, fundadora da Benarrivati, considera que esse patrimônio permite construir uma leitura do norte da Itália diferente daquela geralmente associada ao país. Mais do que visitar edifícios monumentais, o interesse está em compreender como arquitetura, paisagem e poder foram organizados ao redor da antiga capital sabauda.
Uma rede de residências ao redor de Torino
As Residências da Casa Real de Saboia integram a lista de Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1997. O conjunto reúne 22 palácios e villas, parte deles no centro de Torino e parte distribuída pelos arredores da cidade.
Essa disposição não aconteceu por acaso. A partir da transferência da capital do ducado para Torino, em 1562, a dinastia iniciou um amplo projeto de transformação urbana e territorial.
Palácios administrativos conviviam com casas de campo, residências de lazer e pavilhões de caça, criando uma espécie de rede entre a cidade e o território ao redor.
Para a Benarrivati, essa organização permite construir um percurso que não trata cada edifício como uma visita isolada, mas conecta diferentes momentos da história da região.
A Reggia di Venaria revela a escala da corte
Entre as residências mais emblemáticas está a Reggia di Venaria, construída a partir do século XVII como lugar associado ao lazer e à caça da corte.
O complexo foi ampliado ao longo do tempo e reúne alguns dos principais exemplos do barroco piemontês. A Galleria Grande, a Sala di Diana, a Cappella di Sant’Uberto e os jardins ajudam a compreender a dimensão que arquitetura e paisagismo assumiam na representação do poder dos Saboia.
“O Piemonte permite contar uma Itália que muitos viajantes ainda conhecem pouco. Quando você conecta Torino às residências construídas ao redor da cidade, começa a perceber como arquitetura, paisagem e história política fazem parte da mesma narrativa. É essa leitura mais ampla que nos interessa na Benarrivati”, afirma Antonella Giancoli.
Os jardins também faziam parte da representação
Nas residências sabaudas, os espaços externos não aparecem apenas como complemento dos palácios.
Na Venaria, jardins, eixos visuais, fontes e grandes perspectivas foram concebidos juntamente com a arquitetura. O projeto mudou ao longo dos séculos, acompanhando transformações da própria corte e referências vindas de outros centros europeus.
Outras residências ajudam a ampliar essa leitura, como a Palazzina di Caccia di Stupinigi, o Castello di Racconigi e a Villa della Regina. Cada uma revela uma relação diferente entre vida de corte, paisagem e função do edifício.
Essa diversidade interessa especialmente a um roteiro sob medida porque permite selecionar quais lugares realmente acrescentam contexto ao percurso, em vez de transformar a viagem em uma sequência de palácios.
O Piemonte além do vinho e das montanhas
O Piemonte costuma chegar ao viajante por diferentes portas de entrada, da gastronomia aos vinhos e à paisagem alpina. O patrimônio sabaudo acrescenta uma dimensão política e arquitetônica a essa leitura.
Para Antonella Giancoli, incluir essas residências não significa apenas ampliar a lista de monumentos visitados. Significa compreender por que Torino assumiu determinada forma, como a dinastia se relacionava com o território e de que maneira o Piemonte participou da história que levaria à unificação italiana.
Na Benarrivati, esse repertório permite construir uma passagem pela região em que o patrimônio não aparece separado do restante da viagem. Palácios, jardins, cidade e paisagem ajudam a contar, juntos, uma parte menos evidente da história italiana.
Sobre a Benarrivati
Fundada e liderada por Antonella Giancoli, a Benarrivati é uma holding de viagens de alto padrão especializada em desenhar jornadas sob medida pelo solo europeu e africano. Com operação própria e equipes de concierges locais, a companhia elimina intermediários para garantir segurança jurídica, transparência financeira e discrição inegociável em cada etapa da experiência. Pautada pela ética do relacionamento e pela valorização do tempo, a Benarrivati transforma a hospedagem em propriedades privadas em uma forma de preservar memórias e legados familiares.
