Oluwatosin Tolulope Ajidahun explica que as doenças autoimunes, caracterizadas por um desequilíbrio no sistema imunológico que leva o corpo a atacar tecidos do próprio organismo, também podem afetar de forma significativa a fertilidade masculina. Embora esses distúrbios sejam mais frequentemente associados a condições crônicas e debilitantes, pesquisas recentes têm revelado como impactam a produção de espermatozoides, a função hormonal e até mesmo o ambiente reprodutivo, dificultando as chances de concepção.
Como as doenças autoimunes interferem na fertilidade
Em situações normais, o sistema imunológico protege o organismo contra infecções e agentes externos. No entanto, em casos de autoimunidade, ocorre uma falha nesse mecanismo de defesa, levando o corpo a atacar estruturas próprias, incluindo células testiculares e componentes do sêmen. Tosyn Lopes informa que, nesses cenários, podem surgir anticorpos antiespermatozoides, que reduzem a mobilidade e a capacidade de fecundação dos gametas.
Além da ação direta contra os espermatozoides, doenças autoimunes como lúpus eritematoso sistêmico, artrite reumatoide e esclerose múltipla podem provocar alterações hormonais. Isso ocorre porque a inflamação crônica afeta o eixo hipotálamo-hipófise-gonadal, responsável pela regulação da produção de testosterona. A queda desse hormônio compromete a espermatogênese e impacta diretamente a fertilidade.

Evidências científicas recentes
Conforme ressalta Oluwatosin Tolulope Ajidahun, estudos publicados nos últimos anos têm evidenciado que homens com doenças autoimunes apresentam taxas mais elevadas de fragmentação do DNA espermático. Esse fator reduz não apenas a chance de uma fecundação natural, mas também as taxas de sucesso em técnicas de reprodução assistida.
Pesquisas também demonstram que processos inflamatórios contínuos aumentam o estresse oxidativo no organismo, danificando membranas celulares e prejudicando a viabilidade dos espermatozoides. Tosyn Lopes acrescenta que a inflamação crônica pode afetar até mesmo a função das células de Sertoli e Leydig, fundamentais para a nutrição e produção dos gametas.
Abordagens diagnósticas e terapêuticas
Identificar precocemente os efeitos das doenças autoimunes sobre a fertilidade masculina exige uma investigação clínica cuidadosa. Além do espermograma tradicional, podem ser solicitados exames específicos para detectar a presença de anticorpos antiespermatozoides e testes de fragmentação do DNA. Esses recursos ajudam a estabelecer estratégias mais direcionadas para cada paciente.
Segundo Tosyn Lopes, o tratamento depende tanto do controle da doença autoimune quanto do suporte à fertilidade. Medicamentos imunossupressores, quando utilizados de forma equilibrada, reduzem o ataque imunológico e permitem preservar a função testicular. Em casos mais avançados, técnicas de reprodução assistida, como a fertilização in vitro associada à injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI), representam alternativas para contornar os obstáculos criados pela autoimunidade.
Doenças autoimunes e fertilidade masculina: caminhos para superar o desafio
Como analisa Oluwatosin Tolulope Ajidahun, a compreensão da relação entre doenças autoimunes e fertilidade masculina abre espaço para terapias cada vez mais personalizadas. O trabalho conjunto entre reumatologistas, imunologistas e especialistas em reprodução humana é essencial para garantir que o tratamento da doença de base não comprometa ainda mais a função reprodutiva.
A adoção de hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, prática regular de exercícios e acompanhamento médico contínuo, também desempenha papel importante na preservação da fertilidade. Quanto mais cedo a investigação é feita, maiores são as chances de minimizar os danos e alcançar uma gestação segura.
Em síntese, as doenças autoimunes representam um desafio real para a fertilidade masculina, mas a ciência tem avançado na criação de soluções eficazes. Reconhecer os sinais precocemente e buscar suporte médico especializado são passos fundamentais para transformar esse obstáculo em uma oportunidade de construir o futuro desejado. Além disso, falar abertamente sobre saúde reprodutiva masculina ajuda a quebrar tabus e incentiva homens a buscarem acompanhamento preventivo, fortalecendo não apenas as chances de concepção, mas também o cuidado integral com a própria saúde.
Autor: Jormun Dalamyr
As imagens divulgadas neste post foram fornecidas por Oluwatosin Tolulope Ajidahun, sendo este responsável legal pela autorização de uso da imagem de todas as pessoas nelas retratadas.