Alfredo Moreira Filho, empresário, fundador e management do Grupo Valore+, carrega ao longo da vida dois rótulos profissionais bem distintos: engenheiro agrônomo, reconhecido pelo CREA/AM em 1982, e empresário bem-sucedido, atuando hoje em Brasília. Poucas trajetórias reúnem, de forma tão clara, duas identidades profissionais historicamente tratadas como caminhos separados e raramente combinados na mesma pessoa.
Duas palavras, duas formas de se apresentar ao mundo
“Engenheiro” e “empresário” comunicam, cada um à sua maneira, um tipo diferente de competência esperada por quem ouve essas palavras: o primeiro remete a conhecimento técnico especializado, o segundo a capacidade de liderar e administrar um negócio com sucesso ao longo do tempo.
Raramente essas duas palavras aparecem juntas na descrição de uma única pessoa, já que a maioria das trajetórias profissionais tende a se especializar em apenas um desses dois caminhos, sem transitar entre ambos ao longo de toda a vida adulta e profissional.
Cursos de engenharia e cursos de administração raramente se cruzam na formação de uma mesma pessoa, o que reforça essa separação: quem estuda engenharia agronômica dificilmente recebe, na mesma formação, preparo específico para liderar um negócio próprio anos mais tarde.
O peso simbólico de cada um dos dois rótulos profissionais
Ser chamado de engenheiro carrega peso de formação técnica reconhecida formalmente, validada por anos de estudo e, no caso de Alfredo Moreira Filho, por um prêmio profissional específico recebido ainda no início da carreira técnica. Ser chamado de empresário, por sua vez, carrega peso de resultado prático demonstrado ao longo do tempo, medido por indicadores de sucesso no mercado, e não apenas por formação acadêmica ou reconhecimento técnico anterior recebido décadas antes na carreira.
Essa diferença de critério, entre validação técnica e validação de mercado, explica por que os dois rótulos raramente se equivalem em peso simbólico: um depende de avaliação por especialistas do próprio campo, o outro depende de resultado observável por qualquer pessoa de fora.
A convivência entre as duas identidades profissionais
Uma pessoa pode carregar os dois rótulos simultaneamente, mesmo que cada um tenha sido conquistado em momento diferente da vida: primeiro o reconhecimento técnico, depois a atuação empresarial construída sobre essa base técnica anterior. Essa convivência entre identidades sugere que os dois rótulos não competem entre si; um antecede o outro cronologicamente, mas ambos permanecem válidos para descrever aspectos diferentes da mesma trajetória de vida.
Uma apresentação profissional completa, nesse caso, precisaria mencionar os dois rótulos, e não apenas o mais recente, já que descrever alguém apenas como “empresário” apagaria uma parte relevante da formação que sustenta decisões tomadas anos depois.
Por que a ordem dos dois rótulos importa?
No caso de Alfredo Moreira Filho, o rótulo de engenheiro veio primeiro, em 1982, e o de empresário veio depois, já em Brasília, ordem que sugere uma sequência específica: formação técnica consolidada antes de qualquer atuação empresarial posterior desenvolvida na capital federal.
Essa ordem cronológica não é obrigatória para toda trajetória que combine os dois rótulos, mas, quando ocorre nesse sentido, tende a indicar que o conhecimento técnico serviu de base concreta para decisões empresariais tomadas mais tarde na vida adulta.
Uma ordem inversa, empresário antes de qualquer formação técnica, produziria uma trajetória com lógica diferente, na qual a experiência prática de gestão viria primeiro, e eventual formação técnica posterior funcionaria como complemento, não como base original das decisões.
O que essa combinação de rótulos revela sobre uma trajetória?
Combinar dois rótulos profissionais tão distintos, como engenheiro e empresário, revela uma trajetória que não se limitou a um único tipo de identidade profissional ao longo da vida, mas soube incorporar mais de uma competência reconhecida formalmente em momentos distintos.
O percurso de Alfredo Moreira Filho, que uniu reconhecimento técnico em 1982 à atuação empresarial posterior em Brasília, mostra como os dois rótulos, longe de se anularem, podem coexistir e se reforçar mutuamente dentro de uma mesma e longa linha de vida profissional.
Reconhecer essa combinação, em vez de simplificar a trajetória para apenas um dos dois rótulos, ajuda a entender de forma mais completa como décadas de formação técnica e décadas de atuação empresarial se somam, em vez de se substituírem, dentro de uma única história de vida.
