Partidos já movimentam nomes para o comando do Estado e para as duas vagas na Casa Alta, com convenções marcadas entre junho e agosto.
Faltam poucos meses para as eleições de outubro, mas o tabuleiro político de Sergipe já está em movimento. O estado conta atualmente com cinco pré-candidatos ao governo e seis ao Senado, embora os nomes só sejam oficializados nas convenções partidárias, realizadas entre 20 de junho e 5 de agosto, conforme calendário do Tribunal Superior Eleitoral. A dúvida que move o eleitor sergipano agora é saber quem está na disputa e como anda o cenário antes da definição das chapas. Além do governo estadual, cada eleitor também vai escolher dois nomes para o Senado neste pleito, o que torna a corrida pela Casa Alta especialmente concorrida. A seguir, um panorama de quem disputa cada cargo e do que mostram as pesquisas mais recentes. MetrópolesMetrópoles
Quem disputa o governo de Sergipe
O atual governador, Fábio Mitidieri, do PSD, está na briga pela reeleição, mas aparece tecnicamente empatado com Valmir de Francisquinho, do Republicanos e ex-prefeito de Itabaiana, segundo levantamento do instituto Real Time Big Data. A pesquisa, divulgada em 26 de maio, mostra que o trabalho de Mitidieri é aprovado por 68% dos eleitores ouvidos, contra 30% de desaprovação. Vale lembrar que pesquisas anteriores do mesmo instituto, ainda no fim de 2025, indicavam uma vantagem maior do governador sobre os concorrentes, o que reforça como o cenário tem se equilibrado ao longo dos últimos meses. CartaCapitalCartaCapital
Enquanto os nomes ainda não são oficiais, há regras claras sobre o que pode ou não ser feito nesta fase. Pré-candidatos já podem buscar recursos, divulgar propostas em entrevistas e debates, participar de eventos partidários fechados e pedir apoio político, desde que sem solicitação explícita de voto. Somente depois das convenções, encerradas em agosto, é que as candidaturas se tornam formais e a campanha entra na fase de pedido de voto propriamente dito. Até lá, o que se vê são articulações, alianças regionais e disputas internas dentro dos próprios partidos para definir quem representará cada legenda nas urnas de outubro. Metrópoles
A corrida apertada pelas duas vagas no Senado
A disputa pela Casa Alta reúne nomes de diferentes campos políticos. Mitidieri já oficializou sua chapa majoritária com Jeferson Andrade como pré-candidato a vice-governador, além de Alessandro Vieira, do MDB, e André Moura, do União Brasil, como candidatos ao Senado pela base governista. Do outro lado, nomes como Eduardo Amorim, do PSDB, ex-senador com longa trajetória no estado, e Edvaldo Nogueira, do PDT e ex-prefeito de Aracaju, também despontam como competitivos. O deputado federal Rodrigo Valadares igualmente confirmou pré-candidatura ao Senado, assim como Iran Barbosa, do PSOL, vereador de Aracaju e ex-deputado federal e estadual. ND Mais + 3
Os números mostram um cenário indefinido. Levantamento do Instituto CTAS, realizado entre 24 e 27 de março com 1.224 eleitores, apontou Rogério Carvalho na liderança do primeiro voto, com 11,4%, seguido por Edvaldo Nogueira e André Moura. No segundo voto, porém, André Moura assume a ponta, com 15,9%, o que coloca o senador na média consolidada como o nome mais bem posicionado até agora. Chama atenção também o alto índice de indecisão: mais de 45% dos entrevistados ainda não definiram o voto ou optam por branco e nulo, número que tende a oscilar bastante até a definição oficial das chapas nas convenções de julho e agosto. F5 News + 2
O que muda com a corrida eleitoral até outubro
Para entender o tamanho do que está em jogo, é preciso lembrar que Sergipe renova boa parte de sua representação em Brasília neste pleito. Além do governo estadual, deputados federais, estaduais e os dois senadores serão escolhidos pela população, em uma eleição que historicamente mobiliza o estado com força, dado o peso simbólico de cada vaga no menor colégio eleitoral do país proporcionalmente à disputa.
Nos próximos meses, o calendário eleitoral segue rígido: convenções partidárias até 5 de agosto, registro oficial das candidaturas no TSE e início da propaganda eleitoral mais adiante. Até então, o que se observa são pesquisas, articulações e disputas internas dentro das próprias siglas, processo que costuma reservar surpresas conforme as alianças se consolidam. Para o eleitor sergipano que quer acompanhar de perto, o recomendado é seguir os canais oficiais do TSE e dos próprios partidos, já que muitos nomes hoje cotados ainda podem mudar de palanque antes da definição final das chapas em agosto.
A disputa em Sergipe ilustra bem o momento da política brasileira em 2026: pesquisas técnicas mostrando empates acirrados, nomes históricos disputando espaço com lideranças mais jovens e um eleitorado que, em boa parte, ainda não fechou a decisão de voto. Com as convenções partidárias se aproximando, os próximos meses devem trazer mais clareza sobre quem efetivamente estará na cédula em outubro, tanto para o governo do estado quanto para as duas cadeiras sergipanas no Senado Federal.
Fontes consultadas: CartaCapital | Exame | ND+ Mais | F5 News | Metrópoles